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Taxa de desemprego cai para 14,6% em agosto, aponta amostra do Dieese PDF Imprimir E-mail
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Escrito por O Globo Online   
Qui, 01 de Outubro de 2009 12:21

SÃO PAULO - A taxa média de desemprego nas seis maiores regiões metropolitanas do Brasil recuou de 15% em julho para 14,6% em agosto, conforme Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) feita pelo Dieese em parceria com a Fundação Seade. O índice equivale a 2,932 milhões de desempregados no mês, 79 mil a menos do que o registrado em julho e, segundo o Dieese, a melhora no indicador é um movimento típico desse período.

No acumulado dos últimos 12 meses, a taxa de desemprego nas regiões teve ligeira alta, passando de 14,5% em agosto de 2008 para 14,6% no levantamento atual, o que devolve a média para patamar próximo ao registrado no período anterior à crise internacional.

O movimento do mês passado representa uma inversão de rumo em relação a julho, quando a taxa havia subido de 14,8% para 15%. No mês de agosto, o mercado das seis regiões abriu 125 mil vagas, e foi registrada a entrada de 46 mil pessoas na População Economicamente Ativa (PEA), reduzindo o contingente de desempregados em 79 mil pessoas. Assim, a taxa de ocupação, que havia ficado estável em julho, subiu 0,7% em agosto.

Salvador foi destaque positivo, com aumento de 1,2% na ocupação ante o mês de julho, sendo seguida por Belo Horizonte (0,9%) Porto Alegre (0,9%) e São Paulo (0,8%). No Distrito Federal a alta foi mais modesta, de 0,3%, e no Recife houve retração de 0,4% no período, com a taxa de desemprego subindo de 18,9% para 19,5% em agosto na capital de Pernambuco.

No recorte setorial da pesquisa, a taxa de ocupação cresceu 1% em Serviços, com ampliação de 91 mil postos. A Indústria registrou avanço pelo segundo mês consecutivo na ocupação, de 0,5%, com 12 mil vagas criadas. Em Construção Civil o aumento foi de 3,1% na média das capitais, com 32 mil postos de emprego. Já no Comércio, houve fechamento de 5 mil vagas, com queda de 0,2% ante o mês de julho, assim como no grupo de Outros Setores, que somou 5 mil empregos a menos no período.

O rendimento médio real dos ocupados no conjunto das seis regiões aumentou 0,8%, para R$ 1.215. No caso dos assalariados, os vencimentos ficaram 0,5% maiores, atingindo média de R$ 1.295. Em ambos os casos a análise de renda se refere ao período entre junho e julho.

 

 
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