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Estado paralelo PDF Imprimir E-mail
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Doutrina - Crônicas, Ensaios e Opiniões

 

Alexandre Raymundo da Silva 

Acadêmico de Direito

 

Nos últimos dias temos ouvido, visto e lido, sobre o Estado paralelo que existe atualmente. Qualquer reflexão sobre o sistema de justiça no Brasil deve pairar sobre a organização da sociedade brasileira. Parando poucos segundo para pensar, vemos que existe um profundo abismo que separa os que têm, dos que querem ter, os que são, dos querem ser, os que podem, dos que querem poder.

Neste cenário repleto de desigualdades, devemos sempre procurar buscar o equilíbrio através dos direitos fundamentais previsto na Constituição vigente. O aparato institucional fundamenta-se na igualdade, daí a balança, símbolo da justiça, aparecer em equilíbrio, só que tal equilíbrio não existe há muito tempo, pois o Estado verdadeiro, encontra-se desorganizado e com está desordem acabou por não saber onde colocou sua espada, instrumento garantidor do equilíbrio e da justiça.

Justiça esta, que o jornalista Tim Lopes buscava, dando voz à sociedade sedenta por gritar por seus direitos, durante esta procura, encontrou a espada perdida da justiça, só que ela estava na mão do crime organizado, dos dirigentes do Estado paralelo.

 

Estado este, em que o Poder de juiz, jurado e executor encontra-se na mão de um único homem.

 

Pela quantidade de ossadas encontradas em uma pequena área, da favela, notamos que este tribunal paralelo julga mais que o nosso, devemos retomar a espada da Justiça, para reconquistarmos a paz social.

 

Devemos retirar do papel a igualdade formal, para termos um equilíbrio verdadeiro. O grande desafio é buscar os caminhos que garantam a justiça aos que querem ser, ter e poder.


Temos a obrigação de manter vivo os ideais deste brasileiro, pai de família, como muitos que morrem todos os dias, tendo como diferencial, que ele estava dando apoio a uma sociedade sofrida e oprimida que não teve meios de defendê-lo. Tim buscava dar justiça como direito de todos, quando na verdade é um dever do Estado, tal direito à justiça, iguala-se ao direito à vida, à igualdade, à liberdade, à segurança, que estão previstos na Carta Magna.


Vamos procurar plantar juntos estes ideais, que todos temos direito. Para um dia, voltarmos a falar de cabeça erguida, sou cidadão brasileiro com muito orgulho.

 

 

 
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